domingo, 3 de abril de 2011

"E agora vem dizer, morena?"

Tantas morenas já foram recitadas no cancioneiro brasileiro: A morena tropicana, vestida dos sabores de frutas tropicais; a dos olhos d'água; ou uma tal morena-flor.
Uma figura muito bem desenhada por uns, ou melhor, transferida do campo social de modo singular para as canções. Vista pela maioria como um ser dotado de requebrados baronis, dotada de uma sensualidade exemplar. Será és?
De onde vem isso? Será de uma herança totalmente preconceituosa? Quem explica isso?
A posição da negro no Brasil não é uma das melhores, como todos já sabemos, assim espero. Porém vou me restringir falar do papel mestiço, e principalmente, da morena na sociedade.
Qual é a primeira imagem que se tem da MULHER e MORENA? Alguns vão pensar na dançarina de samba, ou aquela, como já disse, "dotada de uma sensualidade exemplar".
São elas, frutos de uma mestiçagem, que deveria dizer, é a constituição de uma identidade nacional. Furto a fala de José Carlos Ruy quando digo: "A mestiçagem é sinônimo de democracia racial?". Será que realmente acontece dessa forma?
O mais interessante como essa "ideologia" é transplantada para repertório musical, de forma tão maciça. Falar da morena na música é por-la em uma patamar, totalmente, idealizado. Como a mulher da natureza, companheira do mar e dos animais. Até mais idealizada que as senhoras do Romantismo ou do Arcadismo. Como é impressionante!!!
É incrível ver, como eu, uma mulher, morena, sou reduzida a um protótipo. E como esse protótipo é tão bem vendido, e está ai, nas rádios todos os dias.
Finalizo, aqui, com uma poesia, que o autor pouco interessa; mas acho que mostra essa loucura ao se falar desse indivíduo. Advirto, a vocês, queridos companheiros de oficina, sobre a importância deste assunto.

Tantos dizem sobre a morena.
Símbolo da sensualidade brasileira.
De requebrados e falácias.
Mas o que sou eu?
Senão uma morena sem cor.
As vezes sem requebrados baronis.
Falta-me o encanto da raça,
o foco da luz.
Busco a serenidade,
invés da sensualidade da cor.
Busco o pensamento,
invés o protótipo.
Busco um príncipe,
que se encante mais por meus objetivos.
Do que por meus olhares diferentes.
Meus olhos são mais que raros, mel.
Representam o que sou,
meu pensamento.
Dizem que sou morena,
brasileira.
Eu digo:
Dissimulada e oblíqua.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aula de 08/04

1)
PERRONE, Charles A. Letras e letras da MPB. Rio de Janeiro: Booklink, 2008. - Capítulos 1 e 2.

2)
Seminário de leitura: Adrieli, Carol e Juliana
"A abordagem do amor desde as cantigas de amigo às canções de Cartola"

3)
Audição programada: "Que o Deus venha", música do Cazuza com texto da Clarice Lispector (Pâmela)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Poesia na canção - declínio da arte ascensão da cultura? 01/04/2011

1)
Debate com a turma, a partir da leitura de "A democratização no Brasil (1979-1981) cultura vesus arte", In: SANTIAGO, Silviano. O cosmopolitismo do pobre - crítica literária e crítica cultural. Belo Horizonte: UFMG, 2004, pp. 144-5
- Sugestão complementar de leitura:
10 lições sobre os estudos culturais - Maria Elisa Cevasco

2)
Seminário de Leitura: Pamela
"Romances de cordel de Ferreira Gullar"

3)
- Audição do dia: "O sapo"/ "A rã" - João Donato e Caetano Veloso (Pedro)

4)
Sugestão de atividade: ler/ouvir comparativamente (para pensar estratégias poéticas e musicais, através da metáfora "dourar pílula", sugerida no poema "O sertanejo falando"): "Muito romântico", de Caetano Veloso, nas gravações de Veloso e de Roberto Carlos.

5)
Leitura para debate na próxima aula:
PERRONE, Charles A. Letras e letras da MPB. Rio de Janeiro: Booklink, 2008. - Capítulos 1 e 2.

"Para ouvir uma canção: 'O Rio de Janeiro em letra e música'"

A última conferência que pude acompanhar foi a de Marcelo Moutinho que chegou se apresentando da seguinte maneira: “ao lado de outros pesquisadores de canção sou um intruso pelo fato de meu interesse ser literatura, sobretudo, a partir de Ítalo Calvino em ‘As cidades invisíveis’ e ‘Seis propostas para o próximo milênio’ buscando promover uma relação entre arte e a cidade do Rio de Janeiro que até os anos 70 demonstrara uma marca de apagamento local: ‘uma cidade com varias cidades dentro’”, segundo Marcos Rebelo.
No momento seguinte Moutinho afirmara que a letra da canção é a literatura brasileira que realmente aconteceu. E encaminhou sua abordagem sobre que Rio de Janeiro seria esse que se descortinara dessas canções desde o século passado mesmo antes de serem cantadas. Entre outras temáticas aponta que a canção passa a falar da favela, da violência urbana em uma mistura fascinante e de estranhamento ao mesmo tempo. Dois olhares são possíveis para essas canções até os anos 80 – o idílico e o das mazelas. A partir dos anos 80 há saudosismo que se liga à brutalização da cidade.
Para Moutinho, do samba ao funk carioca a canção possibilitou a leitura da cidade em suas constantes transformações e, nada melhor do que uma listagem dessas canções, para que possamos pilotar nossa percepção desses espaços possibilitados por elas.
 - Trilha sonora da cidade proposta por Moutinho:
- Olhar idílico:
- “Cidade Maravilhosa”(André Filho - 1935)
- “Fala meu louro”(Sinhô - 1920)
- “A voz do morro”(Zé Kétti - 1950)
- “Favela” (Roberto Martins e Valdemar Silva – 1936)
- “Ave Maria no morro” (Herivelto Martins – 1942)
- “Barracão de zinco”(Luis Antonio e Oldemar Magalhães -1953)
- “Praça Onze” (Herivelto Martins e Grande Otelo – 1941)
- “A Lapa” (Herivelto Martins e Benedito Lacerda – 1949)
- “História da Lapa” ( Wilson Batista -1957)
- “Copacabana” (Braguinha e Alberto Ribeiro – 1947)
- “Sábado em Copacabana” (Dorival Caymmi e Carlos Guinle)
- “Lua e Estrela” (Vinícius Cantuária)
- “Hotel Marina” (Antônio Cícero e Marina)
- “Meu lugar” ( Arlindo Cruz e Mauro Diniz)
- “Jacarepaguá” (Romeu Gentil, Marino Pinto e Paquito)
- “Eu quero é rosetar” (Haroldo Lobo)
- “Marcha do Caracol” (Peter Pan e Afonso Texeira)
- “Cordão dos puxa-sacos” (Roberto Martins e Frazão – 1946)
- “Vagalume” (Vitor Simon e Fernando Martins – 1954)
- “Cidade lagoa” ( Cícero Nunes e Sebastião Fonseca – 1959)
- “Cidade Mulher” (Noel Rosa)
- “Valsa de uma cidade” ( Antonio Maria e Ismael Neto)
- “Do Leme ao Pontal” ( Tim Maia)
- “Carioca” (Chico Buarque)
- “Samba do Avião” (Tom Jobim)
- “Garota de Ipanema” (Tom e Vinícius)
- “Samba de Verão” (Marcus e Paulo Sérgio Valle)

- O olhar da brutalização a partir dos anos 80:
-  “Estação derradeira” (Chico Buarque)
- “Rio 40 graus,purgatório da beleza e do caos” (Fausto Fawcet e Fernanda Abreu)
- “Saudades da Guanabara” (Moacir Luz, Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc)
- “O dia em que o morro descer e não for ao carnaval” (Paulo César Pinheiro e Wilson das Neves)
- “Nomes de favela” (Paulo César Pinheiro – 2004)
- “Aquele abraço” (Gilberto Gil)
- “Rock n roll em Copacabana” (Miguel Gustavo)
- “Volta ao mundo” (Blitz)
- “Revanche” (Lobão)
- “Alagados” (Herbert Vianna)
- “Brixton, Bronx ou baixada” (Marcelo Yuca, Nelson Meirelles, Xandão / Marcelo Falcão / Marcelo Lobato)
- “175 nada de especial” (Gabriel o Pensador)
- “Traficando informação” (MVBill)
- “Melô do taca tomate” apropriação de “You talk to much”
- “Endereço dos bailes” (MCs Junior e Leonardo)
- “Nosso sonho” (Claudinho e Bochecha)
- “Eu só quero é ser feliz” (Julinho Rasta e Kátia)
- “Rap das armas” (MCs Junior e Leonardo)
- “Só dói quando eu Rio” ( Aldir Blanc e Moacir Luz)

Perguntas feitas pela platéia:
- Falta de canções “Rio antigo de Chico Anísio”; “Pavuna”;
- Você tem visto referencias nas canções sobre esse novo momento que o Rio está passando?
Ainda não vi isso presente mas ainda está muito recente.
- Os subgêneros do samba: bossa nova é um e pagode é uma corruptela.
- Como vê a distinção entre literatura e música?Letra de música é a literatura que deu certo e vejo isso em relação a veiculação. Uma colabora com a outra... A música se dispersa muito mais...Claro que não é literatura nos moldes clássico.
É isso aí... Minha estada nas conferências chegou ao fim... Até as próximas edições do evento... E parto com uma provocação... Literatura nos moldes clássicos não seria aquela com L maiúsculo?

quarta-feira, 30 de março de 2011

"Para ouvir uma canção: 'Nomadismo e memória - algumas anotações sobre a canção 'Língua'"

A fala de ontem foi regida pelas colocações do professor Júlio Diniz. Optando por falar não exatamente do que trazia seu texto “Nomadismo e memória – algumas anotações sobre a canção ‘Língua’” publicado na coletânea de textos “Para ouvir uma canção”, o professor percorreu de Caetano Veloso, Chico Buarque, Nina Simone a Maria Gadú cantando “Ne me quit pas” e, eu acrescentaria, a nível de comentário, Edith Piaf para percebermos a distinção das três interpretações. Apesar de Maria Gadu ter um timbre de voz mais grave como o de Nina Simone, do que a agudez da voz de Piaf imprime em sua interpretação, em certa medida, o esvaziamento do ser sensível da canção em detrimento da espetacularização do romantismo-brega mediado pelo showbusiness. 
 Diniz não se embrenhou por seu artigo mas suas explanações trouxeram nomadismos ao espaço da conferência e de modo suplementar algumas posições foram formando-se no corpo de sua fala. Tomemos algumas delas como possibilidade de diálogo e pensamento:
 - “O grande barato da música brasileira é a canção em seu código musical e poético”.
- “Vinícius de Moraes e não apenas ele deveria ser visto como divisor de águas na canção brasileira. Vinícius trouxe outro lugar para a canção entre tantos outros”.
- “Compositor dos anos 20, 30, 40 traz um imaginário prosaico e do universo literário do século XIX.”
- “Canção não é mais só música e letra. É corpo, performance e uma série de outras coisas.”
- “Comparar  Elizeth Cardoso e João Gilberto, Peninha e Caetano leva-nos a perceber sofisticação e transformação em relação à composição stricto senso.”
- “A voz como assinatura é coautora da canção e possibilita pensar uma noção ampliada de parceria”.
- “Canção se norteia por dois momentos:
Chico Buarque com seu viés ideológico do engajamento atrelado à tradição da esquerda latinoamericana num período ainda de ditadura e depois dela, Guardando um procedimento conservador em relação à tradição. Assim como Victor Rara morto pelo governo Pinochet. Outro momento é Caetano Veloso com  Cucurrucucu Paloma”, guaranias e traz consigo a tradição hiperbólica e lírica assinando com a voz outra estampa – a canção como complexo multidiscurssivo.”
- “Acho impossível a canção terminar, assim como o livro e o cinema.”
- “Essa ideia de canção migra e não há emissão de valor”.
- “A tradição da canção brasileira não pode ser vista como engessamento da ideia de canção, ou seja, lugar do imaginário brasileiro, trilha sonora de nossas vidas.”
- “A música brasileira é nossa educação sentimental. Nossa formação.”
- “O Rio de Janeiro é multifacetado assim como a música. Variações de uma riqueza musical que nós temos”.
- “A ideia de memória é fundamental pra compreender a música popular brasileira que não pode ser vista como essência ou substância como o ato de guardar um chapéu do fulano de tal...”
- “ Memória é ativação, esquecimento senão não há avanço”.
- “ A Tropicália partiu pra cima da Bossa Nova: banquinho é o caralho”.
- “O novo nasce do cadáver do velho”.
- “Jorge Ben a partir dos anos 60 faz um samba tão revolucionário quanto João Gilberto na Bossa Nova, guardadas suas proporções.”
- “A memória tem que ter um lugar para ser preservado e o principal dela é sua ativação. Andreas Huyssen em “Seduzidos pela memória” trabalha as construções e edificações do holocausto como monumentalização da memória,fetichização, espetacularização da cultura, marketing...”
- Com 1 milhão gastos pelo ex-prefeito César Maia para homenagear  Tom na praia de Copacabana com Caetano, Gil, Gal, Paulinho da Viola, Milton criaríamos núcleos de estudos nas escolas para ativar a memória da música brasileira. A questão é que falamos de dinheiro público. Senão depois fica tudo pegando fogo como UFRJ ontem. Nós temos que cuidar da infraestrutura além de movimentar a memória também. Não é só colocar em um espaço que está preservada”.
- “O carioca sabe muito bem preservar sua memória com ações”.
Passado esse momento de provocações Diniz colocou duas versões da canção “Paratodos” de Chico Buarque. Uma das versões está no DVD “Chico e as cidades” e a outra no DVD “Meu caro amigo” que conta com a participação de  Gal Costa, Djavan, Dorival Caymmi - “buda nagô” como diria Gil – Tom Jobim e Daniela Mercury. Na primeira versão Júlio Diniz pontuou Chico Buarque como feitor de sua própria trajetória. E na segunda versão enfatizou o clima emocional e desafinação intensa. Além disso, situou “Paratodos” como homenagem à memória da música brasileira de forma curiosa. Primeiro Chico homenageia familiares - sua genealogia ligada aos antepassados. Depois amplia sua noção de família para os nomes que ele cita na letra da canção. “Evoè jovens à vista” faz um levantamento dos mortos da tradição da canção. A tradição do Chico é em cima de uma genealogia que não prima por uma origem. A identidade vai sendo traçada pela música popular brasileira.
No momento seguinte e anterior às perguntas Júlio Diniz encaminhou sua fala para o fim passando para a canção “Língua” de Caetano Veloso, onde há identidade poética da palavra falada e não na palavra cantada apesar de ser por ela. Na tensão Veloso e Buarque Diniz disse ser possível falar de memória por uma identidade nacional, viés identitário do “sou um artista brasileiro” como propõe Chico Buarque. Ou, via Caetano, “sejamos imperialistas”, “minha pátria é minha língua” - diferente de Fernando Pessoa para o qual a pátria é a língua portuguesa. Nesse sentido, constata uma questão concreta e fonética de nossa canção que está nas vogais e cita a canção “Meu Amanhã” de Lenine como exemplo desse estado singular dela, em que o lugar da língua é o da invenção dessa arte poliglota onde há memória de vozes em polifonia e não em identidade nacional - a canção que traz a memória ; autocanção. Desse modo, afirma Caetano como sendo não “Paratodos”, mas por todos e abre espaço para as perguntas.
- Qual a diferença da canção para a música pop?
 “Em termos de indústria cultural tudo está na clave de discussão do pop ou folclore. O mercado é perverso e como lidar com ele? A indústria fonográfica está falida pelos preços e novos recursos tecnológicos. O conceito de pop substitui em tensão a ideia do adjetivo popular. O grande desafio do nosso tempo é como lidar com novos conceitos. Talvez as estratégias de combate dentro da rede, em rede, possam ser um caminho - sozinho ninguém chega a lugar nenhum. É um problema falar do pop no sentido do nacional popular hoje. Pop tem mais a ver com o volume de aceitação e mercado. E isso me leva a dizer que estou fora de responder sobre erudito e popular ou se letra de música é poesia.”
- É o Brasil a grande força das vogais?
“As vogais trazem o ritmo. A oralidade é um lugar fundamental para entender o Brasil enquanto povo maior multifacetado chamado Brasil, onde os povos inventam corpos, balanços e jeitos de permanência. Para isso seria preciso entender a diferença do regime modal, que não tem nada a ver com música dos primitivos, e o tonal”.
- Você disse que não precisamos nos preocupar em tombar o samba, fale um pouco sobre as modificações dele?
“O samba que acelera vira marcha e o que diminui vira seresta. O samba enredo é a trilha sonora de um espetáculo performático. Essa tradição continua de outras formas e de outras maneiras que não no morro ou indústria cultural do turismo na Lapa”.
- Como pensar no ritmo trazido com vogais na canção popular brasileira, senão, em certa medida, pela memória de uma ancestralidade africana do dançar, batucar e cantar?
“Não é só a África que dança, batuca e canta. A África não é apenas ela o lugar de um genoma da ancestralidade. Não há mais a moral do escravo - a tese de Mário de Andrade da dinamogenia e que Tinhorão continua. Para pensar essa questão sugiro ler ‘Samba o dono do corpo’; ‘Mistério do Samba’ e ‘Feitiço Recente.’”
- Apontamentos finais sobre o novo Museu da Imagem e do Som:
“Acesso à informação precisa ser democratizado com a digitalização de tudo. Um dos maiores problemas que mata a memória cultural do nosso país é a ganância, como exemplo há a família Gilberto, e falta de interesse público. A gente faz algumas coisas para artista e não para o público”.

                   No mais, sem mais e até mais ver com os escritos sobre "O Rio de Janeiro em letra e música" por Marcelo Moutinho - última fala que assistirei no "Para ouvir uma canção: ciclo de conferências sobre a canção popular brasileira".

sexta-feira, 25 de março de 2011

O Sertanejo Falando - João Cabral de Mello Neto

1.
A fala a nível do sertanejo engana:
as palavras dele vêm, como rebuçadas
(palavras confeito, pílula), na glace
de uma entonação lisa, de adocicada.
Enquanto que sob ela, dura e endurece
o caroço de pedra, a amêndoa pétrea,
dessa árvore pedrenta (o sertanejo)
incapaz de não se expressar em pedra.

2.
Daí porque o sertanejo fala pouco:
as palavras de pedra ulceram a boca
e no idioma pedra se fala doloroso;
o natural desse idioma fala à força.
Daí também porque ele fala devagar:
tem de pegar as palavras com cuidado,
confeitá-la na língua, rebuçá-las;
pois toma tempo todo esse trabalho.

(Em A educação pela pedra, 1962-1965)


quinta-feira, 24 de março de 2011

Medievo-Nordeste - 25/03/2011

1)
Debate a partir da leitura, pela turma, de - "A(s) transgressão(ões) do primeiro trovador". In: GUMBRECHT, H. U. A modernização dos sentidos. São Paulo: Ed. 34, 1998. pp. 35 - 66

- Leitura de poemas de Guilherme de Aquitânia

2) Seminário de leitura: Kasonga
- A invenção do amor no século XII

3)
A tradição medieval ibérica no nordeste brasileiro

- Romanceiro - Cf. verbete no e-dicionario de Termos Literários

- Audição de "Juliana e D. Jorge", Anônimo. CD Medievo-Nordeste - Cantigas e romances. Musica Antiga da UFF, 2004, faixa 6.

- Audição de "Cantiga do estradar", Elomar. CD Cantoria


4) Sugestão de atividades:

- Estudar as referências formais do poema "Morte e vida severina", de João Cabral de Melo Neto

- Ler/ouvir "Caboclo roceiro", de Patativa do Assaré

- Ler os Romances de Cordel, de Ferreira Gullar.